Mito ou verdade? Arrancar um cabelo branco faz nascer vários outros no lugar

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Quem nunca ouviu alguém dizer que arrancar um cabelo branco é um erro porque vários outros nascerão no mesmo local? A frase atravessa gerações e continua sendo repetida até hoje, mas será que ela é verdadeira?

Especialistas explicam que a resposta é não. Apesar da fama do conselho, não existe qualquer evidência de que retirar um fio branco provoque o surgimento de novos cabelos grisalhos ao redor. Cada fio cresce a partir de uma estrutura própria no couro cabeludo, funcionando de forma independente dos demais.

Na prática, quando um cabelo branco é removido, apenas outro fio poderá nascer naquele mesmo ponto. E, como a perda da pigmentação já ocorreu naquele folículo, a tendência é que o novo cabelo também seja branco.

Mas atenção: embora arrancar um ou outro fio não represente um grande problema, transformar isso em hábito pode trazer consequências indesejadas. A repetição constante da ação pode irritar a pele do couro cabeludo, causar pequenas inflamações e até comprometer a saúde da raiz dos cabelos.

E trocar de shampoo? Também é mito que o cabelo “acostuma”?

Outra dúvida comum envolve os produtos de higiene capilar. Muitas pessoas acreditam que o cabelo se acostuma com o shampoo e que, por isso, é obrigatório trocar de marca regularmente.

Segundo especialistas, a realidade é um pouco diferente. Em determinadas situações, como mudanças de estação, aumento da oleosidade ou ressecamento dos fios, a substituição do produto pode ser benéfica. Porém, não existe uma regra que determine a troca periódica para todas as pessoas.

O mais importante é observar como o couro cabeludo e os fios reagem ao produto utilizado. Se o shampoo continua atendendo às necessidades do cabelo e não provoca desconforto, não há motivo para abandoná-lo apenas por acreditar que ele perdeu o efeito.

No fim das contas, tanto a história do cabelo branco quanto a do shampoo mostram como algumas crenças populares sobrevivem por décadas. E, muitas vezes, a ciência revela que aquilo que parecia verdade não passa de um mito bastante persistente.