Ministério de Minas e Energia enfrenta falta de recursos e déficit de servidores

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia, responsável por áreas estratégicas como petróleo, energia elétrica, mineração e combustíveis, enfrenta dificuldades financeiras e operacionais que já afetam serviços internos e programas sociais ligados à pasta.

Documentos oficiais apontam que o ministério enfrenta restrições para custear despesas básicas, como contratos terceirizados e obras de infraestrutura em sua sede, em Brasília. A falta de servidores também preocupa a administração federal.

Um dos programas impactados é o Gás do Povo, iniciativa voltada à distribuição de auxílio para compra de botijões de gás. Segundo informações divulgadas, atualmente apenas dois funcionários atuam diretamente na gestão do programa, que atende milhões de brasileiros e envolve milhares de revendedoras de GLP em todo o país.

Em ofício enviado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o ministro Alexandre Silveira alertou para os riscos causados pela falta de pessoal, afirmando que a situação pode comprometer a execução da política pública e afetar o combate à pobreza energética.

O ministério calcula necessidade imediata de dezenas de novos profissionais em diferentes áreas técnicas e administrativas. Além disso, solicitou ao Ministério da Fazenda antecipação de recursos orçamentários para conseguir manter despesas consideradas essenciais.

Mesmo após reforço no orçamento previsto para 2026, a pasta afirma que ainda enfrenta dificuldades para sustentar operações próprias e de órgãos vinculados, como a Nuclebrás Equipamentos Pesados, o Serviço Geológico do Brasil e a Empresa de Pesquisa Energética.

As entidades atuam em áreas consideradas estratégicas para o país, incluindo monitoramento geológico, planejamento energético, projetos nucleares e exploração de petróleo.

Em nota, o ministério afirmou que pedidos de suplementação e antecipação de orçamento fazem parte da rotina administrativa do Executivo federal. Já o Ministério da Fazenda informou que as solicitações são avaliadas conforme a programação financeira do governo.