
A partir desta quarta-feira (22), o programa habitacional do Governo Federal passa a operar com novas diretrizes, ampliando o alcance e atualizando critérios para financiamento de imóveis. As mudanças foram autorizadas pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentadas pelo Ministério das Cidades, com execução pela Caixa Econômica Federal.
Uma das principais alterações é a ampliação do público atendido. Agora, famílias com renda mensal de até R$ 13 mil podem participar do programa, o que inclui uma parcela maior da classe média dentro da política habitacional.
Além disso, houve reajuste nos limites de valor dos imóveis financiados. Nas faixas mais altas, os tetos foram elevados, permitindo a compra de imóveis de até R$ 400 mil na faixa 3 e até R$ 600 mil na nova faixa voltada à classe média. Já para as faixas de menor renda, os valores máximos permanecem em até R$ 275 mil, variando conforme o município.
Com essas mudanças, o programa passa a contemplar desde unidades mais compactas até imóveis de padrão intermediário, com dois ou três quartos, ampliando as opções disponíveis para os compradores.
Outra novidade importante está na reorganização das faixas de renda. Com os novos limites, algumas famílias podem ser reenquadradas, o que pode resultar em condições mais vantajosas, como taxas de juros menores e redução no custo total do financiamento ao longo do tempo.
As taxas de juros variam conforme a renda familiar, podendo começar em cerca de 4% ao ano para as faixas mais baixas e chegar a aproximadamente 10% ao ano nas categorias superiores. O prazo para pagamento pode chegar a até 35 anos, dependendo da modalidade contratada.
Os interessados já podem consultar as novas condições por meio do simulador habitacional da Caixa, disponível no site e aplicativo. A ferramenta permite verificar enquadramento, taxas e possíveis subsídios antes de iniciar o processo de financiamento.
