Conhecido mundialmente por interpretar Marty McFly na franquia “De Volta para o Futuro”, o ator Michael J. Fox, de 65 anos, recebeu uma importante homenagem por uma atuação que vai muito além das telas. Diagnosticado com Parkinson há 36 anos, ele foi escolhido para receber o Lasker~Bloomberg Public Service Award 2026 por sua contribuição para o avanço das pesquisas sobre a doença.
O reconhecimento foi anunciado pela Fundação Lasker, nos Estados Unidos. Ao falar sobre os avanços científicos que acompanha de perto, Fox demonstrou otimismo sobre o futuro das pesquisas e a possibilidade de uma cura: “Estamos chegando perto”, afirmou.
Michael J. Fox recebeu o diagnóstico em 1991, quando tinha apenas 29 anos. Inicialmente, manteve a condição em segredo e continuou trabalhando. Somente em 1998 tornou o diagnóstico público e, dois anos depois, criou a Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research.
Desde então, a organização já destinou mais de US$ 3 bilhões para pesquisas científicas em diferentes países e se tornou uma das principais forças privadas no financiamento de estudos sobre Parkinson.
Entre os avanços apoiados pela fundação está a validação, em 2023, de um biomarcador relacionado à proteína alfa-sinucleína, permitindo aos pesquisadores identificar alterações biológicas associadas à doença e estudá-la para além da observação dos sintomas. O avanço também pode contribuir para pesquisas de tratamentos mais direcionados.
Apesar do otimismo, Fox reconhece que a convivência com o Parkinson ficou mais difícil com o passar dos anos. Mesmo assim, segue envolvido diretamente na mobilização de pesquisadores, pacientes e famílias.
O ator também voltou recentemente à atuação, participando da série “Shrinking”, ao lado de Harrison Ford, interpretando justamente um personagem que convive com Parkinson.
Ao receber a homenagem, Michael dividiu o reconhecimento com cientistas, pacientes e familiares que participam da luta contra a doença. Para o ator, depois de mais de três décadas convivendo com o Parkinson e mais de duas décadas financiando pesquisas, os avanços indicam que a ciência está cada vez mais próxima de respostas importantes.
