A Meta, responsável por plataformas como Facebook, WhatsApp e Instagram, estuda uma reestruturação que pode resultar no corte de aproximadamente 10% de sua força de trabalho, o equivalente a cerca de oito mil empregos. Além disso, a companhia também pretende cancelar cerca de seis mil vagas que ainda estavam abertas.
A informação foi divulgada pelo The New York Times, que teve acesso a uma comunicação interna enviada aos funcionários. Segundo o conteúdo, a decisão está diretamente ligada à estratégia da empresa de ampliar investimentos na área de inteligência artificial.
Em mensagem aos colaboradores, a diretora de Recursos Humanos, Janelle Gale, afirmou que a medida faz parte de um processo contínuo de reorganização para tornar a empresa mais eficiente e viabilizar novos aportes. Ela reconheceu que a decisão é difícil e destacou que muitos dos profissionais afetados tiveram papel relevante dentro da companhia.
Procurada, a Meta confirmou a redução no quadro de funcionários, mas não detalhou outros pontos do plano.
O CEO Mark Zuckerberg já vinha sinalizando mudanças na direção da empresa, indicando que sistemas baseados em inteligência artificial devem assumir parte significativa das atividades no setor de tecnologia, incluindo tarefas de desenvolvimento de software.
Apesar de já ter avançado na área, a Meta ainda busca reduzir a distância em relação a concorrentes. Para isso, a empresa tem direcionado investimentos bilionários em infraestrutura, como centros de dados e semicondutores. A expectativa é que, ao longo deste ano, os aportes em inteligência artificial possam alcançar cifras ainda mais elevadas.
