
As principais contas de Renan Santos nas redes sociais saíram do ar após uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Meta confirmou nesta terça-feira (1º) que tornou indisponíveis os perfis indicados pela Justiça, enquanto TikTok e YouTube também suspenderam canais ligados ao candidato à Presidência.
A decisão foi tomada após Toffoli determinar a suspensão da propaganda eleitoral realizada em perfis que não haviam sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto em lei.
Segundo o ministro, foram identificados indícios de irregularidades na atuação digital da campanha e teria ocorrido uma “omissão estratégica” na comunicação das contas utilizadas para propaganda eleitoral.
A Meta informou ao TSE que retirou os perfis determinados pela decisão e também os excluiu dos sistemas de recomendação do Facebook e Instagram. A empresa ainda deverá preservar os dados relacionados às contas desde 7 de agosto, conforme determinação judicial.
Das 18 contas posteriormente informadas pela campanha à Justiça Eleitoral, 16 estavam fora do ar nesta terça-feira: sete perfis no Instagram, sete no TikTok, um no Facebook e um canal no YouTube. Permanecem disponíveis o site oficial da campanha e o perfil de Renan no X, que haviam sido informados originalmente ao TSE.
A decisão também determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral, proibiu gastos com eventuais recursos já recebidos e vetou, enquanto a medida estiver em vigor, a participação dos candidatos Renan Santos e Aroldo Medina em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
Renan criticou a decisão e comentou a retirada gradual de suas contas. “Caiu paulatinamente o TikTok, o YouTube, o Insta”, afirmou o candidato em áudio divulgado por sua equipe.
Os conteúdos e registros das contas deverão ser preservados, e Toffoli também solicitou informações sobre postagens, anúncios, impulsionamentos, recomendações, alcance e eventuais valores envolvidos.
