A revelação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, intensificou a pressão da oposição contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), anunciou que pretende protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro nesta segunda-feira (9).
Para que o processo avance, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa decidir se aceita ou arquiva o pedido. Caso seja aceito, é formada uma comissão especial para avaliar a denúncia.
Além disso, parlamentares também articulam a criação de uma CPI específica para apurar o caso envolvendo o Banco Master e possíveis relações com integrantes do Supremo. Para que a comissão seja instalada, é necessário o apoio de 27 senadores, equivalente a um terço da Casa.
As suspeitas ganharam força após a divulgação de informações obtidas pela Polícia Federal durante a investigação envolvendo o Banco Master.
Segundo os dados reunidos na investigação:
- Em janeiro de 2024, o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.
- O contrato previa atuação do escritório junto a órgãos como Banco Central, Receita Federal, Cade, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Congresso Nacional.
- Até o momento, não foram detalhados os processos específicos em que o escritório atuou.
Outro ponto citado na investigação indica que, em 2025, Alexandre de Moraes teria visitado ao menos duas vezes a residência de Daniel Vorcaro em Brasília. Conversas interceptadas pela Polícia Federal apontam que o próprio banqueiro relatou encontros com o ministro.
Além disso, a PF encontrou trechos de mensagens no celular de Vorcaro, armazenados no bloco de notas do aparelho, que teriam sido enviados por WhatsApp em modo de visualização única no dia da prisão do banqueiro, em 17 de novembro de 2025.
