Menina encontra piolho-de-cobra dentro do tênis e caso chama atenção em São Carlos

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Menina encontra piolho-de-cobra dentro do tênis e caso chama atenção em São Carlos

Um episódio inusitado registrado em São Carlos chamou a atenção de moradores e gerou repercussão nas redes sociais nesta semana. Uma menina de 11 anos levou um susto ao calçar o tênis e perceber que havia um piolho-de-cobra escondido no interior do calçado. Pouco depois, o pé da criança ficou com uma coloração arroxeada intensa, o que preocupou familiares.

A situação ocorreu após o animal ser pressionado dentro do tênis. Especialistas explicam que o piolho-de-cobra, apesar da aparência que causa estranheza, não é venenoso e tampouco tem relação com cobras ou piolhos. Conhecido também como gongolo ou embuá, o animal libera uma substância de defesa quando se sente ameaçado ou é esmagado.

Essa secreção pode provocar manchas temporárias na pele, variando entre tons escuros, amarronzados e arroxeados, além de causar irritação em algumas pessoas. O efeito visual costuma impressionar, mas, na maioria dos casos, não representa risco grave à saúde. A recomendação é lavar a região com água e sabão e procurar atendimento médico caso haja ardência intensa, reação alérgica ou contato da substância com os olhos.

Com a chegada dos períodos mais úmidos e frios, a presença desses animais tende a aumentar em jardins, quintais e áreas com acúmulo de folhas, madeira ou matéria orgânica em decomposição. O piolho-de-cobra desempenha um papel importante no meio ambiente, auxiliando na decomposição de resíduos vegetais e na fertilização do solo.

Especialistas orientam que calçados guardados por muito tempo sejam sempre vistoriados antes do uso, especialmente por crianças. A medida simples pode evitar sustos como o ocorrido em São Carlos. Caso um piolho-de-cobra seja encontrado, o ideal é removê-lo com cuidado, sem esmagá-lo, reduzindo assim o risco de contato com a substância liberada pelo animal.