Médico tenta recuperar rim doado à ex-esposa após divórcio e Justiça dá resposta inusitada

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Foto: Reprodução.

Um caso que chamou atenção nos Estados Unidos voltou a repercutir pela situação incomum envolvendo um transplante de órgão. O cirurgião Richard Batista recorreu à Justiça após o fim do casamento para tentar reaver um rim que havia doado à então esposa ou, alternativamente, receber uma indenização milionária.

O transplante foi realizado em 2001, quando a esposa enfrentava sérios problemas renais e precisava urgentemente de um doador compatível. Na época, o médico decidiu doar um de seus rins para salvar a vida da companheira.

Anos depois, o casamento chegou ao fim em meio a conflitos e acusações de traição. Inconformado, Batista ingressou com uma ação judicial alegando que o gesto de solidariedade não deveria ser considerado irreversível diante das circunstâncias que levaram ao divórcio. No processo, ele pediu a devolução do órgão ou o pagamento de US$ 1,5 milhão como compensação.

O caso foi analisado pela Justiça de Nova York, que rejeitou o pedido. Os magistrados entenderam que a legislação sobre transplantes é clara ao estabelecer que a doação de um órgão é definitiva. Após o procedimento, o órgão passa a integrar permanentemente o corpo do receptor, tornando inviável qualquer tentativa de devolução ou reivindicação futura.

Embora o episódio tenha ganhado repercussão pelo caráter inusitado, especialistas em direito e bioética destacam que permitir a recuperação de um órgão doado abriria um precedente incompatível com os princípios que regem os transplantes em praticamente todo o mundo.

Opinião: “Independentemente dos motivos que levaram ao fim do casamento, transformar uma doação de órgão em objeto de disputa judicial parece ultrapassar os limites do razoável. Um transplante representa um ato voluntário para preservar uma vida, e não um contrato que possa ser desfeito após o término de um relacionamento” Ivan Lucas.

E você, o que acha desse caso? O médico tinha o direito de pedir uma indenização ou a decisão da Justiça foi a mais correta? Deixe sua opinião nos comentários.