Trinta anos após um dos casos mais famosos da ufologia brasileira, o neurocirurgião Ítalo Venturelli decidiu tornar público um relato que, segundo ele, guardou em silêncio durante décadas.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o médico afirmou ter visto de perto a criatura que ficou conhecida mundialmente como o ET de Varginha, em janeiro de 1996. Segundo Venturelli, o episódio ocorreu após ele concluir uma cirurgia em uma criança e retornar ao hospital, onde encontrou uma movimentação incomum, com a presença de militares e veículos do Exército.
O médico conta que inicialmente não compreendeu o que estava acontecendo. Pouco depois, foi levado por um colega a uma sala improvisada onde estaria uma criatura desconhecida.
Segundo seu relato, o ser possuía pele esbranquiçada, cabeça grande em formato de gota, olhos grandes e lilases também em formato de gota, além de demonstrar comportamento extremamente calmo. Venturelli afirmou ainda que a criatura não exalava qualquer odor.
“Parecia uma criança de uns sete anos. Muito calminho. Quando olhou para mim, tive a sensação de que era ele quem estava me examinando”, relatou.
O médico afirmou que, após observar o ser por alguns minutos, concluiu que não se tratava de um humano nem de qualquer animal conhecido.
“Eu vi que não era um ser daqui. Não tinha nada de humano, nada de animal. Era um ser diferente”, declarou.
De acordo com Venturelli, a experiência provocou mudanças profundas em sua vida. Durante anos, ele evitou comentar o assunto até mesmo com familiares e amigos próximos por receio de ser desacreditado.
“Nem para minha família eu falei. Você se passa por doido”, afirmou.
Nos últimos anos, após enfrentar problemas de saúde, o médico decidiu compartilhar publicamente sua versão dos fatos e passou a participar de eventos relacionados ao tema, inclusive nos Estados Unidos.
Mesmo após três décadas, ele diz que a lembrança permanece viva.
“Foram poucos minutos, mas parece que ele está lá até hoje”, concluiu.
O Caso ET de Varginha segue cercado por controvérsias e divide opiniões entre pesquisadores, céticos e entusiastas da ufologia, permanecendo como um dos maiores mistérios da história recente do Brasil.
