Um novo medicamento contra o Alzheimer deve começar a ser comercializado no Brasil a partir de junho. O lecanemabe foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro e surge como uma alternativa para retardar a progressão da doença.
O tratamento, no entanto, chega com custo elevado. Para um mês de uso, o valor do medicamento, sem taxas, é de R$ 8.108,94. Com a incidência de impostos, o preço pode ultrapassar R$ 11 mil, dependendo do estado.
O lecanemabe é um medicamento biológico, produzido a partir de organismos vivos, e atua diretamente em estruturas associadas ao Alzheimer. Ele age sobre as chamadas protofibrilas de beta-amiloide, substâncias tóxicas que se acumulam no cérebro e estão ligadas à morte de neurônios.
Segundo especialistas, o remédio não reverte os danos já causados pela doença, mas pode ajudar a desacelerar sua evolução. Por isso, a recomendação é que o tratamento seja iniciado ainda nas fases iniciais, quando os sintomas são mais leves.
A expectativa é que o avanço represente um novo passo no combate ao Alzheimer, reforçando a importância do diagnóstico precoce para ampliar os benefícios do tratamento.
