Mapa político da América do Sul muda e direita passa a liderar continente

ChatGPT Image 22 de jun. de 2026 05 37 30
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A vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia reforçou uma mudança no cenário político da América do Sul. Com o resultado, a direita passou a ter maioria entre os governos sul-americanos, consolidando uma tendência observada nas últimas disputas presidenciais da região.

Além da Colômbia, candidatos identificados com a direita também venceram recentemente no Chile, com José Antonio Kast, em dezembro de 2025, e na Bolívia, com Rodrigo Paz, em outubro do mesmo ano. As três vitórias representaram um revés para governos e partidos ligados à esquerda no continente.

Atualmente, entre os principais países da América do Sul, são considerados governos de direita ou centro-direita os de Argentina, comandada por Javier Milei; Chile, com José Antonio Kast; Paraguai, sob Santiago Peña; Equador, liderado por Daniel Noboa; Bolívia, com Rodrigo Paz; e agora a Colômbia, com Abelardo de la Espriella.

Já os governos identificados com a esquerda ou centro-esquerda incluem o Brasil, presidido por Lula da Silva; o Uruguai, com Yamandú Orsi; a Venezuela, sob Delcy Rodríguez; a Guiana, comandada por Irfaan Ali; e o Suriname, liderado por Jennifer Simons.

Especialistas apontam que o avanço da direita na região está relacionado a fatores como a insatisfação popular com a economia, preocupações com segurança pública e o desgaste de governos tradicionais. Por outro lado, a esquerda mantém influência em países estratégicos, especialmente no Brasil, maior economia da América do Sul.

Por isso, as eleições presidenciais brasileiras de 2026 são vistas como um dos principais acontecimentos políticos do continente. Dependendo do resultado das urnas, o Brasil poderá manter o atual equilíbrio entre os blocos ideológicos ou ampliar ainda mais a presença da direita na região.

Como o país exerce forte influência econômica e diplomática sobre seus vizinhos, a disputa presidencial brasileira tem potencial para redefinir o mapa político sul-americano nos próximos anos.