O caso do influencer Igor Cabral, que agredir brutalmente sua namorada com mais de 60 socos, ganhou contornos ainda mais perturbadores. Após o vazamento de um vídeo íntimo do agressor, mais de 1.500 mulheres enviaram e-mails demonstrando interesse romântico e afetivo por ele.
As mensagens, obtidas pelo portal EM OFF, contêm desde declarações de encantamento até propostas de apoio emocional. Algumas mulheres chegam a dizer que Igor “merece amor e compreensão”, enquanto outras pedem ajuda para visitá-lo ou manter contato direto.
Esse tipo de comportamento é classificado por especialistas como hibristofilia — um transtorno psicológico caracterizado pela atração por pessoas que cometeram crimes violentos. Embora o fenômeno não seja novo e já tenha sido observado em casos de assassinos em série e criminosos de grande notoriedade, o que chama a atenção é a velocidade com que o caso de Igor se transformou nesse tipo de obsessão.
O risco, segundo psicólogos, é que esse tipo de fetichização desvie o foco do crime cometido — que está documentado em vídeo e é de extrema gravidade —, transformando o agressor em alvo de empatia, enquanto a vítima e o ato de violência são deixados de lado.
