O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que eventuais irregularidades envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser investigadas e que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos — incluindo o ministro Alexandre de Moraes.
A declaração foi dada durante entrevista ao canal e podcast “Desce a Letra Show”, em meio à crise envolvendo o STF.
“Todo mundo que cometeu erro tem que ser julgado. Eu defendo julgamento justo, direito de defesa, mas, se cometeu delito, tem que pagar. Vale para mim, vale para o Fachin, vale para o Moraes”, declarou Lula.
O presidente também rebateu a tentativa de associá-lo politicamente a Moraes. Lula afirmou que não ocupava a Presidência quando o ministro foi indicado ao Supremo. “Eu não era presidente quando o ministro Alexandre de Moraes foi indicado para a Suprema Corte, ele [Flávio Bolsonaro] era senador, ele deve ter votado pelo Alexandre de Moraes. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kássio, ele deve ter votado. Eu não era presidente quando eles indicaram o André Mendonça, portanto ele era culpado, e não eu”, afirmou.
Apesar de defender que Moraes responda caso alguma irregularidade seja comprovada, Lula também elogiou a atuação do ministro nas eleições de 2022, quando Moraes presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia”, afirmou o presidente, relacionando sua avaliação à atuação do TSE diante dos questionamentos de Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
Lula disse ainda que defende ampla defesa e julgamento justo para qualquer investigado e afirmou que caberá à Justiça apurar os fatos e identificar eventuais responsáveis pelas irregularidades que estão no centro da crise.
