A Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas a pagar R$ 1 milhão em indenização às famílias de dois meninos que foram trocados logo após o nascimento, em 2021.
Mesmo após a decisão, um dos pais desabafou afirmando que nenhum valor financeiro consegue reparar o sofrimento vivido pelas famílias.
“Dinheiro nenhum vai cobrir o que a gente está passando”, afirmou em entrevista ao g1.
Os meninos nasceram com apenas 14 minutos de diferença no mesmo hospital, mas o erro só foi descoberto cerca de três anos depois, quando um dos pais resolveu fazer um exame de DNA após desconfiar da paternidade.
O resultado confirmou a troca dos bebês e a outra família também realizou exames, chegando à mesma conclusão.
Hoje, as crianças têm 4 anos e convivem com as duas famílias em um sistema de guarda compartilhada. Segundo o pai, a adaptação emocional segue sendo extremamente difícil.
“Na cabecinha deles, os pais que criaram são os pais deles”, relatou.
Na decisão, a juíza classificou o caso como uma “gravíssima violação” aos direitos das crianças e das famílias, destacando que o erro mudou completamente a trajetória de vida de todos os envolvidos.
A investigação da Polícia Civil apontou que a identificação dos recém-nascidos foi feita corretamente, mas que a troca ocorreu no momento em que uma técnica de enfermagem entregou os bebês às famílias.
O hospital informou que avalia se irá recorrer da decisão e afirmou que o caso foi um episódio isolado em mais de 60 anos de funcionamento da unidade.
A história acabou emocionando milhares de pessoas nas redes sociais, principalmente pelo impacto psicológico causado tanto nos pais quanto nas próprias crianças, que cresceram acreditando pertencer a outra família.
