Uma jovem de 28 anos sofreu um grave traumatismo cranioencefálico após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em abril e voltou a ganhar repercussão após ser exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo.
Júlia Rimoli estava no parque acompanhada do companheiro, João Pedro Bossoni, durante uma viagem do Paraná para São Paulo. Segundo os relatos divulgados, ela perdeu a consciência durante o percurso e apresentou convulsões.
Após o retorno do carrinho à plataforma, funcionários prestaram atendimento à jovem, que foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo. Exames médicos identificaram uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral.
Diante da gravidade do quadro, Júlia precisou passar por uma cirurgia para aliviar a pressão provocada pelo inchaço no cérebro. Ela permaneceu internada por 57 dias e passou por outras intervenções durante o período de tratamento.
Segundo a família, a jovem ficou sem os movimentos do lado esquerdo do corpo e também apresenta dificuldades na fala e alterações de memória. Atualmente, segue em processo de reabilitação.
Investigação
O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do caso e solicitou uma perícia na montanha-russa.
De acordo com o neurocirurgião Victor Batistela, ouvido pelo Fantástico, o traumatismo pode ter ocorrido por um mecanismo de contragolpe provocado pelos movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação da cabeça durante o percurso. Segundo o especialista, esse tipo de impacto pode provocar o rompimento de vasos sanguíneos e resultar em hemorragia intracraniana.
O caso ainda está sob investigação, e a perícia deverá auxiliar na apuração das circunstâncias que levaram à lesão.
Posicionamento do parque
Em nota, o Hopi Hari informou que a jovem recebeu atendimento seguindo os protocolos de segurança e que o parque acompanhou o tratamento, custeando as despesas relacionadas à internação. A administração também afirmou ter disponibilizado um seguro à família.
O parque declarou ainda que a Montezum passa por inspeções periódicas e que mantém procedimentos de segurança e treinamento de funcionários para as atrações.
A administração também citou um parecer do Ministério Público emitido em agosto de 2026 que, segundo o parque, não apontou falha estrutural, problema no projeto ou risco coletivo na operação da atração.
A investigação relacionada ao caso de Júlia, no entanto, permanece em andamento.
