IBGE aponta mais casamentos, menos divórcios e natalidade acima dos óbitos em São Carlos; confira os números

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IBGE aponta mais casamentos, menos divórcios e natalidade acima dos óbitos em São Carlos; confira os números

São Carlos apresentou em 2024 um cenário demográfico de crescimento moderado, segundo os novos dados das Estatísticas do Registro Civil divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (10). A cidade, que hoje tem 254.857 habitantes, registrou 9,5 nascidos vivos por mil habitantes, número superior à taxa de óbitos, que foi de 7,6 por mil habitantes.

Os dados, informados pelos cartórios e tabelionatos, mostram que São Carlos segue a tendência nacional, mas com particularidades importantes.

Nascimentos em queda, mas ainda acima dos óbitos

O país registrou queda de 5,8% nos nascimentos em relação ao ano anterior — o sexto ano consecutivo de redução. Ainda assim, em São Carlos, a taxa de natalidade permanece superior à de mortalidade, indicando um leve crescimento populacional.

Em nível nacional, as mães têm tido filhos cada vez mais tarde. Em 2004, mais da metade dos nascimentos eram de mulheres com menos de 24 anos. Hoje, esse grupo representa apenas 35% dos registros.

Casamentos e divórcios em São Carlos

A cidade registrou 5,4 casamentos por mil habitantes, acompanhando o crescimento de aproximadamente 1% no número de uniões observado em todo o país em 2024. No Brasil, foram 948.925 casamentos civis, incluindo 12.187 entre pessoas do mesmo sexo, categoria que cresceu 9% em relação a 2023.

Já os divórcios em São Carlos somaram 2,6 por mil habitantes, número que reflete o cenário nacional de leve retração: o total de separações no Brasil caiu 2,8% após quatro anos consecutivos de alta. Pela primeira vez, a guarda compartilhada superou as decisões em que a guarda fica com a mãe (45% contra 43%).

Óbitos aumentam, seguindo tendência nacional

Assim como no resto do país, São Carlos registrou aumento na taxa de mortalidade, com 7,6 óbitos por mil habitantes. Nacionalmente, foram 1,5 milhão de mortes em 2024, alta de 4,6%, atribuída ao envelhecimento da população. Além disso, 93% das mortes no Brasil foram por causas naturais.