Hospitais dos EUA encerram tratamentos de transição de gênero para menores após acordos com governo Trump

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Hospitais dos EUA encerram tratamentos de transição de gênero para menores após acordos com governo Trump

Pelo menos seis grandes sistemas hospitalares dos Estados Unidos firmaram acordos com autoridades federais que envolvem a interrupção de tratamentos médicos de transição de gênero para menores. A mudança ocorre em meio à ofensiva do governo do presidente Donald Trump contra esse tipo de atendimento pediátrico.

Entre as instituições estão NYU Langone Hospitals, University of Pittsburgh Medical Center (UPMC), Mount Sinai Health System, Cleveland Clinic, Connecticut Children’s Hospital e Texas Children’s Hospital. Os acordos atingem procedimentos como bloqueadores de puberdade, tratamentos hormonais e cirurgias para pacientes menores de idade.

Dois dos acordos mais recentes foram anunciados pelo Departamento de Justiça em 18 de setembro. A NYU Langone concordou em pagar US$ 8,5 milhões, enquanto a UPMC pagará US$ 950 mil para encerrar investigações federais. As instituições não admitiram irregularidades, e o próprio Departamento de Justiça registra que as acusações não tiveram determinação judicial de responsabilidade.

A NYU afirmou que o acordo também encerra a ameaça de entrega ao governo de informações confidenciais de pacientes menores de 18 anos. Segundo o hospital, programas pediátricos de saúde mental não serão afetados, assim como o atendimento destinado a maiores de 18 anos.

A pressão sobre os hospitais aumentou depois que Trump retornou à Presidência em 2025. Seu governo passou a adotar medidas para restringir tratamentos de transição para menores e o Departamento de Justiça iniciou uma investigação nacional sobre possíveis violações de leis federais e práticas de faturamento.

O tema permanece alvo de uma forte disputa política, jurídica e médica nos Estados Unidos. O governo Trump sustenta que as medidas protegem menores de intervenções com possíveis consequências de longo prazo. Entidades médicas e organizações de defesa de pessoas trans contestam a política e afirmam que restringir o acesso pode prejudicar pacientes que necessitam desse acompanhamento.

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