Haddad afirma que caso do Banco Master pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode representar a maior fraude bancária já registrada no Brasil. Segundo ele, o governo acompanha atentamente a atuação do Banco Central desde a decretação da liquidação da instituição e mantém diálogo constante com a autoridade monetária.

De acordo com Haddad, a gravidade da situação exige cautela e rigor na condução do processo. O ministro destacou que é necessário assegurar o direito à ampla defesa, sem perder de vista a proteção do interesse público e a responsabilização por eventuais irregularidades. Para ele, trata-se de um caso que demanda procedimentos técnicos sólidos e total transparência, em razão do impacto potencial sobre o sistema financeiro nacional.

Haddad informou ainda que mantém conversas diárias com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e manifestou confiança no trabalho realizado pela equipe da autarquia. Segundo o ministro, a atuação do BC tem sido consistente e bem fundamentada, diante da complexidade do cenário.

No âmbito institucional, o titular da Fazenda também relatou avanços na articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU). Ele afirmou ter tratado do tema com o presidente do órgão, Vital do Rêgo, e destacou que a reunião realizada na segunda-feira (12), que contou com a presença de Galípolo e do relator do processo no TCU, Jhonatan de Jesus, demonstrou alinhamento quanto à análise dos fatos e aos procedimentos adotados pelo Banco Central.

Ao abordar os efeitos da liquidação do Banco Master, Haddad chamou atenção para o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar os depósitos dos correntistas em casos de quebra bancária. O ministro lembrou que o fundo é sustentado por recursos de todo o sistema financeiro, incluindo bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Conforme as regras em vigor, o FGC deverá garantir depósitos de até R$ 250 mil por pessoa física. Para Haddad, o episódio reforça a importância dos mecanismos de proteção aos depositantes e da apuração completa dos fatos, como forma de identificar responsabilidades e prevenir novas ocorrências semelhantes no setor bancário.