Gusttavo Lima é condenado a pagar R$ 149 mil por número de celular citado em música

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Gusttavo Lima é condenado a pagar R$ 149 mil por número de celular citado em música

O cantor Gusttavo Lima terá de pagar R$ 149 mil de indenização ao proprietário de um número de celular citado na música “Bloqueado”, lançada em 2021. A determinação foi expedida no fim de julho pela 26ª Vara Cível do Recife, após o artista ser derrotado em primeira e segunda instâncias.

O processo foi aberto por um empresário que afirma ser proprietário de uma linha cujo número coincide com aquele cantado no sucesso sertanejo. Segundo ele, após a repercussão da música, o celular passou a receber uma enxurrada de contatos de desconhecidos.

O empresário relatou à Justiça ter recebido mais de 2 mil mensagens em poucos dias, além de inúmeras ligações diariamente, situação que teria provocado transtornos tanto pessoais quanto profissionais.

Composta por Kinho Chefão, Renno Poeta e Rodrigo Reys, “Bloqueado” retrata um homem que, após beber e sentir saudades de um antigo relacionamento, pensa em entrar em contato com a ex-companheira. É justamente nesse momento que aparece o número que acabou virando motivo da disputa judicial:

“Me bateu uma saudade
Daquelas que o coração arde
9912-5003
Olha eu recaindo outra vez”

A música se tornou um dos grandes sucessos da carreira de Gusttavo Lima e acumula mais de 346 milhões de visualizações no YouTube.

Durante o processo, o cantor argumentou que atua apenas como intérprete e não participou da composição, sustentando que não poderia ser responsabilizado pela escolha do número. A defesa também destacou que a música não informa um DDD e que uma ligação utilizando somente a sequência apresentada não seria completada.

Os argumentos, entretanto, não foram suficientes para afastar a responsabilização determinada pela Justiça.

O processo ainda não transitou em julgado, portanto ainda há possibilidade de mudança na decisão. Mesmo assim, o pagamento foi determinado provisoriamente. Caso a condenação seja posteriormente revertida ou anulada, o cantor poderá recuperar o valor.

Essa não é a primeira disputa judicial relacionada à música. Proprietários de linhas com a mesma sequência numérica em outros estados também já recorreram à Justiça, alegando terem sido importunados após o sucesso da canção.