A greve dos trabalhadores dos Correios já começou oficialmente em diversas regiões do país e vem ganhando força às vésperas do Natal. Sindicatos de pelo menos nove estados — incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba e Mato Grosso — aprovaram a paralisação por tempo indeterminado a partir da noite de 16 de dezembro, após impasse nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O movimento grevista ocorre principalmente por causa de divergências entre a categoria e a direção da estatal em relação a reajustes salariais compatíveis com a inflação e à manutenção de direitos e benefícios históricos, como adicional de férias e pagamento extra nos fins de semana. Os trabalhadores afirmam que as negociações se arrastam há meses sem avanços concretos, o que motivou a decisão de paralisação em várias bases regionais.
Apesar da greve estar em curso, os Correios informam que as agências permanecem abertas e a maior parte das operações segue em funcionamento. A empresa afirma que cerca de 91% dos empregados continuam trabalhando normalmente e que foram adotadas medidas contingenciais para minimizar os impactos nos serviços essenciais, mesmo com adesões pontuais à paralisação.
Consumidores e comerciantes estão em alerta, pois há relatos de possíveis atrasos em entregas de encomendas e pacotes, situação que pode se intensificar em um período de alta demanda como o Natal. Especialistas em logística recomendam que quem depende dos Correios para entregas urgentes avalie opções alternativas ou monitore de perto o rastreamento de seus envios.
No campo institucional, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a ampla divulgação das propostas discutidas em mediação entre Correios e sindicatos, na tentativa de avançar nas negociações e evitar uma paralisação ainda maior. Assembleias da categoria deverão avaliar essas propostas nas próximas horas, com possibilidade de acordo a ser formalizado ainda neste mês.
A greve nos Correios, em um momento crítico para entregas de fim de ano, evidencia um desgaste prolongado nas negociações trabalhistas e coloca pressão sobre a estatal para equilibrar demandas salariais, benefícios e a continuidade dos serviços em meio à mobilização dos empregados.
