A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado, mas quem está esperando uma encomenda não ficará necessariamente sem entrega. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% dos funcionários permaneçam trabalhando em cada unidade da empresa, justamente para reduzir os impactos da paralisação nos serviços postais.
Segundo os Correios, as agências continuam abertas normalmente ao público e foi acionado um Plano de Continuidade de Negócios para tentar manter o fluxo de encomendas e correspondências em todo o país.
Entre as medidas estão o deslocamento de funcionários administrativos para auxiliar nas operações, remanejamento de veículos e realização de mutirões. A decisão do TST determina a manutenção de 80% do efetivo nas áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e também nos setores de suporte considerados essenciais.
Apesar disso, ainda existe possibilidade de atrasos nas entregas. Os Correios não informaram se os prazos serão oficialmente ampliados nem quais cidades ou regiões poderão sentir mais os efeitos da greve. Portanto, quem possui uma encomenda em trânsito deve continuar acompanhando o rastreamento.
A paralisação começou após trabalhadores rejeitarem a proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028. Entre os principais impasses está o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.
Os Correios levaram a negociação ao TST, e o julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Um acordo ainda poderá acontecer antes dessa data.
Enquanto a greve continuar, a orientação para quem aguarda uma encomenda é acompanhar a movimentação pelo rastreamento. Em situações específicas, os Correios disponibilizam os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais digitais de atendimento.
