
A família de uma idosa de 76 anos, que morreu três dias após ser submetida por engano a uma cirurgia no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas, cidade localizada a 143 quilômetros de São Carlos, afirma que ouviu da direção da unidade que o procedimento teria trazido um “benefício clínico” para a paciente.
Jandira Marina Dias Braga estava internada para tratar uma obstrução intestinal causada pela recidiva de um câncer de cólon quando foi levada ao centro cirúrgico para realizar, por engano, uma cirurgia destinada a outro paciente.
Segundo a neta da idosa, durante uma reunião com diretores do hospital, o diretor clínico reconheceu a falha e afirmou que o procedimento teria ajudado a drenar líquidos relacionados à obstrução intestinal. A família, no entanto, contesta essa versão e afirma que, logo após a cirurgia, o estado de saúde de Jandira piorou, com episódios de vômito, taquicardia e sinais de sepse.
Documentos do prontuário mostram que a paciente passou por uma gastrostomia endoscópica, procedimento para colocação de uma sonda diretamente no estômago. O erro só foi identificado após o fim da cirurgia, durante a troca de plantão, quando funcionários perceberam que a paciente correta ainda permanecia no quarto.
Em nota, o hospital admitiu o erro, informou que abriu uma sindicância interna e adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos. A instituição também afirmou que uma avaliação médica concluiu que a cirurgia não alterou o prognóstico da paciente.
Créditos: EPTV e g1
