Governo de SP alerta população para redução imediata do consumo de água

agua
reprodução

A forte onda de calor que atinge o Estado de São Paulo desde a última semana já provoca impactos significativos no abastecimento de água. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo aumentou em até 60% em algumas regiões, pressionando os mananciais que abastecem a Grande São Paulo e acendendo um alerta em todo o estado.

O aumento expressivo da demanda ocorre em um período crítico, marcado por um dos menores índices de chuva dos últimos anos. A estiagem prolongada compromete os níveis das represas e reduz a capacidade de recuperação dos sistemas de abastecimento, elevando o risco de desabastecimento em diversas cidades paulistas.

Diante desse cenário, o Governo do Estado reforça o pedido para que a população adote medidas de uso consciente da água. Entre as orientações estão a redução do tempo de banho, o combate a vazamentos e a suspensão do uso para atividades não essenciais, como lavar calçadas, veículos ou encher piscinas. A prioridade, segundo as autoridades, deve ser o consumo humano, voltado à alimentação e à higiene pessoal.

Na região central do estado, moradores de São Carlos, Ibaté e Araraquara relatam problemas recorrentes no fornecimento. O departamento de jornalismo tem recebido diversas reclamações de bairros que enfrentam falta d’água, especialmente nos horários de maior consumo. A situação tem gerado debate entre os moradores, que reconhecem a necessidade de economizar, mas também apontam as dificuldades impostas pelo calor extremo.

Um internauta destacou que, apesar dos apelos por economia, a população mais vulnerável enfrenta limitações. “Como vamos economizar água se o calor está tremendo e precisamos beber água para nos refrescar? Nós, que somos pobres, não temos dinheiro para comprar cerveja ou refrigerante. Bebemos água, e é claro que evitamos o desperdício”, afirmou.

Outro morador, do bairro Cidade Aracy, em São Carlos, relatou que cobra atitudes responsáveis ao presenciar desperdícios. Segundo ele, ao ver pessoas lavando calçadas ou carros, faz questão de alertar. “Sem chuva, é óbvio que vai faltar água. Temos que ter consciência”, declarou.

Enquanto o calor persiste e a previsão de chuvas segue limitada, autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial para evitar um colapso no abastecimento. O uso responsável da água, aliado ao monitoramento dos sistemas, é apontado como a principal forma de garantir a regularidade do fornecimento durante este período crítico.