Uma residência foi atingida por um incêndio na noite de sábado (19), na Rua José João Mussa, no Jardim Real, em São Carlos. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência e, segundo as informações iniciais, o fogo teria começado após um curto-circuito provocado por uma instalação elétrica improvisada, a popular “gambiarra”.
A ocorrência serve de alerta para um risco que muitas vezes é subestimado dentro de casa. Emendas improvisadas, fios desencapados, extensões inadequadas, sobrecarga de tomadas e adaptações feitas sem conhecimento técnico podem provocar superaquecimento, curto-circuito, choques e até incêndios.
O próprio Corpo de Bombeiros de São Paulo orienta a evitar a ligação de vários aparelhos em uma mesma tomada justamente pelo risco de curto-circuito. Em caso de incêndio, a recomendação é retirar as pessoas do local, acionar imediatamente o 193 e, quando for possível fazê-lo com segurança, desligar a energia elétrica.
Além do perigo, instalações elétricas não devem ser tratadas como simples improvisações. A legislação brasileira estabelece responsabilidades relacionadas à segurança desse tipo de serviço. A Lei nº 14.195/2021, por exemplo, prevê, nas situações abrangidas por ela, responsável técnico pelo projeto e execução das instalações elétricas internas, que pode responder administrativa, civil e criminalmente por danos e acidentes decorrentes de erros.
Quando o problema envolve um serviço contratado, o Código de Defesa do Consumidor também determina que o serviço deve oferecer a segurança que dele legitimamente se espera e prevê responsabilização por danos decorrentes de defeitos na prestação.
A principal orientação é não improvisar: ao identificar tomadas aquecendo, cheiro de queimado, faíscas, disjuntores desarmando repetidamente ou fios deteriorados, a instalação deve ser avaliada por profissional capacitado.
