Acabou a era do atestado “duvidoso” conseguido naquele dia de preguiça, ressaca ou zero vontade de encarar o expediente. A partir de 2026, o tradicional papelzinho entregue na firma não terá mais validade. A regra é clara: atestados médicos físicos deixarão de valer, e só serão aceitos documentos emitidos digitalmente ou impressos de forma padronizada e validada.
A mudança foi anunciada para combater fraudes — e não são poucas. Segundo dados de conselhos regionais de medicina, cerca de 21% dos atestados em algumas regiões são falsos. Com isso, o sistema digital promete mais segurança jurídica para médicos, empregadores e trabalhadores.
Para colocar tudo em prática, o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou oficialmente a plataforma Atesta CFM, que será responsável pela validação nacional dos atestados. A partir de março de 2026, todo documento médico usado para afastamento deverá passar pelo sistema.
Ou seja: aquele sobrinho do amigo do primo que “arruma um atestado” vai ter dias difíceis pela frente. E o trabalhador brasileiro vai precisar inovar na criatividade — ou simplesmente aceitar que, em 2026, não tem mais migué.
