O álbum da Copa do Mundo nunca mais será o mesmo. A Fifa anunciou nesta semana o fim da histórica parceria com a Panini e confirmou um novo acordo com a Fanatics para produção dos álbuns, figurinhas e cards oficiais dos torneios a partir de 2031.
Com isso, a Copa do Mundo de 2030 será a última da história com os tradicionais álbuns da Panini, marca que acompanhou gerações de fãs desde 1970 e se tornou praticamente sinônimo de Mundial de futebol.
Para muitos brasileiros, os álbuns marcaram infância, amizades e memórias inesquecíveis. Trocar figurinhas na escola, repetir “essa eu tenho”, procurar as douradas e correr atrás das últimas difíceis virou tradição em praticamente toda Copa do Mundo.
A nova parceira da Fifa será a Topps, empresa pertencente à Fanatics, gigante global do setor esportivo que já possui acordos com mais de 900 organizações, incluindo NBA, NFL e MLS.
Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a parceria busca modernizar e globalizar ainda mais a experiência dos colecionáveis esportivos.
A Fanatics também prometeu distribuir gratuitamente mais de US$ 150 milhões em colecionáveis para crianças ao redor do mundo durante a vigência do contrato.
Além dos tradicionais álbuns, a ideia é ampliar os produtos ligados ao torneio, incluindo cards especiais, itens exclusivos e até patches utilizados em partidas oficiais.
Mesmo com a novidade, para muitos torcedores o anúncio teve gosto de despedida. Afinal, será o fim de uma era de uma marca tradicional que atravessou gerações e transformou simples figurinhas em parte da memória afetiva de milhões de apaixonados por futebol.
