O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) analisa nesta terça-feira (28) a proposta de distribuição de aproximadamente R$ 13 bilhões referentes ao lucro obtido pelo fundo. Se aprovada, a medida beneficiará cerca de 138 milhões de trabalhadores que possuíam saldo em contas do FGTS até 31 de dezembro de 2025.
Caso a distribuição seja confirmada, os valores serão depositados automaticamente nas contas vinculadas ao FGTS pela Caixa Econômica Federal. O trabalhador não precisará fazer qualquer solicitação para receber o crédito.
Valor varia conforme o saldo
O montante a ser creditado não será igual para todos. O cálculo será feito com base no saldo existente na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Pela proposta em análise, basta multiplicar o saldo da época pelo índice de 0,01868341 para estimar o valor a ser recebido.
Como consultar o crédito
Após o depósito, os trabalhadores poderão verificar o valor por meio do aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS, pelo Internet Banking da Caixa, para correntistas, ou ainda diretamente nas agências da instituição financeira.
O dinheiro pode ser sacado?
Embora o valor seja incorporado ao saldo da conta do FGTS, ele só poderá ser retirado nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria, doenças graves ou calamidade pública, entre outras hipóteses autorizadas.
Distribuição aumenta a rentabilidade
A divisão dos lucros do FGTS ocorre desde 2016 e tem como objetivo aumentar o rendimento das contas dos trabalhadores, que já recebem correção pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. A medida foi regulamentada pela Lei nº 13.446/2017.
Nos últimos anos, a distribuição tem se tornado uma prática recorrente. Em 2025, foram repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas, enquanto em 2024 o montante distribuído chegou a R$ 15,2 bilhões.
Vale destacar que o cálculo considera apenas o saldo existente nas contas até o último dia de 2025. Caso o empregador não tenha efetuado os depósitos obrigatórios dentro desse período, esses valores não entram na base de cálculo da distribuição dos lucros.
