Ferrari Luce resgata comandos físicos e aposta em ergonomia no interior

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(Foto: Unsplash)

Em um movimento que vai na direção oposta à digitalização dominante no setor automotivo, a Ferrari apresentou o Luce com uma proposta que resgata comandos físicos e mecânicos no interior do veículo. Diferentemente da maioria dos lançamentos recentes — inclusive da própria marca — o modelo reduz a dependência de telas sensíveis ao toque e aposta na interação tátil tradicional.

O projeto do Ferrari Luce coloca a ergonomia e o feedback mecânico como elementos centrais da experiência ao volante. A mudança surge após críticas de clientes e da imprensa especializada aos controles capacitivos adotados em modelos como SF90 Stradale e 296 GTB, especialmente no volante. Com o novo conceito, a montadora italiana sinaliza uma revisão clara dessa estratégia.

No interior do Luce, predominam botões, alavancas e interruptores físicos, pensados para facilitar o acionamento rápido e preciso das funções do carro. Segundo a Ferrari, a inspiração vem dos monopostos de Fórmula 1 e de esportivos clássicos, nos quais o motorista consegue operar os comandos de forma intuitiva, mantendo a atenção total na condução.

A apresentação do modelo está sendo realizada de forma gradual. Os detalhes técnicos foram divulgados em outubro de 2025, enquanto o interior foi revelado em fevereiro deste ano. Já o design externo do Ferrari Luce será apresentado somente em maio de 2026, durante evento na Itália.