Um idoso morador do bairro Santa Felícia, em São Carlos, foi vítima de um golpe que vem se espalhando pelo interior paulista: o do falso agente da Polícia Federal que utiliza maquininhas para clonar cartões. O caso ocorreu por volta das 11h30 desta sexta-feira (14), nas proximidades do Posto Vovó Felícia, perto da Avenida Bruno Rogério.
Segundo relato da família, o criminoso chegou ao imóvel pilotando uma motocicleta e portando um crachá falso da Polícia Federal. Ele afirmou que trazia um “documento oficial” destinado ao morador, mas que a entrega só poderia ser concluída mediante o pagamento de uma suposta taxa de R$ 2,99. O golpista insistiu que o valor não poderia ser pago em dinheiro ou PIX — apenas em cartão, via maquininha.
A vítima, acreditando na autenticidade do suposto agente, inseriu o cartão no aparelho. A operação foi recusada. Então, o criminoso sacou uma segunda maquininha e pediu para tentar novamente — o que também resultou em “pagamento negado”. Na sequência, o suspeito encerrou a falsa entrega alegando que o documento estaria disponível no Tribunal de Justiça e orientou o idoso a buscá-lo pessoalmente.
Desconfiados da situação, os familiares investigaram e descobriram que não havia qualquer documento à disposição no Fórum. A essa altura, o golpe já havia sido concluído. A vítima correu ao banco para bloquear o cartão, mas o estelionatário já havia efetuado compras on-line que totalizaram R$ 1.800.
A suspeita é de que o cartão tenha sido clonado no momento das tentativas de pagamento na maquininha. O criminoso, segundo testemunhas, circula pela região com frequência, aparentando buscar novas vítimas — especialmente idosos.
A família registrou boletim de ocorrência e alerta outros moradores do Santa Felícia e bairros vizinhos sobre o risco. “Ele está rondando. Tem crachá falso, moto, fala com firmeza. Meu pai é idoso e acabou caindo. Ele faz tudo muito rápido, quando vimos já tinham levado o dinheiro”, relatou a filha da vítima.
A Polícia Civil investiga o caso. Moradores são orientados a não fornecer dados pessoais, jamais inserir cartões em maquininhas de desconhecidos e desconfiar de qualquer pessoa que se apresente como agente público exigindo pagamentos imediatos.
