EUA voltam a avaliar sanções contra Alexandre de Moraes em meio à crise com o Brasil

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EUA voltam a avaliar sanções contra Alexandre de Moraes em meio à crise com o Brasil

O governo de Donald Trump voltou a discutir a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi publicada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times, com base em relatos de pessoas familiarizadas com as discussões dentro do governo americano. Até o momento, não há indicação de que uma nova punição já tenha sido oficialmente decidida.

Segundo o jornal, a possibilidade de retomar as medidas contra Moraes ganhou força após uma decisão recente do ministro que autorizou buscas relacionadas a uma investigação envolvendo um jornalista e duas supostas fontes. O caso reacendeu, nos Estados Unidos, questionamentos sobre liberdade de imprensa e os limites da atuação judicial no Brasil. Moraes, por sua vez, sustenta que as informações investigadas teriam sido obtidas e divulgadas de maneira ilegal e poderiam representar riscos à segurança de familiares de um ministro do STF.

Moraes já havia sido alvo de sanções americanas em 2025, com base na Lei Magnitsky, que permite aos Estados Unidos impor restrições financeiras e outras medidas contra pessoas acusadas de determinadas violações de direitos humanos. As punições foram retiradas posteriormente, em dezembro daquele ano. Agora, uma eventual retomada poderia incluir novamente o bloqueio de ativos sob jurisdição americana e restrições para transações envolvendo empresas e cidadãos dos Estados Unidos.

A discussão acontece em um momento de forte desgaste na relação entre Brasília e Washington. Além da questão envolvendo Moraes, os dois países enfrentam divergências comerciais e diplomáticas, incluindo as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O próprio Financial Times aponta que uma nova sanção contra o ministro poderia ampliar ainda mais a tensão entre os governos. Por enquanto, porém, a decisão americana não está tomada, e o STF não havia se manifestado sobre a informação até a publicação das reportagens.