O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, elevou sua pressão sobre as autoridades venezuelanas exigindo que o país encerre o fornecimento de petróleo a países como Rússia, China, Irã e Cuba e estabeleça uma parceria exclusiva com os Estados Unidos para vendas de petróleo bruto, relataram veículos internacionais nesta quarta-feira.
Segundo fontes citadas pela emissora ABC News e confirmadas por outras reportagens, a exigência foi apresentada à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em negociações ocorridas após a prisão do então líder Nicolás Maduro na semana passada.
Além de pedir o fim dos laços petrolíferos com os principais parceiros comerciais da Venezuela, os EUA querem garantir que Washington e empresas norte-americanas sejam favorecidos nas futuras vendas de petróleo. A estratégia americana inclui a reorientação de cargas originalmente destinadas a compradores como a China para os Estados Unidos, numa tentativa de consolidar a presença americana no mercado energético venezuelano.
A administração Trump também anunciou planos para vender até 30 a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano ao mercado americano a preço de mercado, sob supervisão direta dos EUA, segundo divulgação oficial.
A proposta enfrentou críticas internacionais, com a China classificando as exigências como intimidação e violação da soberania venezuelana. Pequim, principal comprador de petróleo da Venezuela nas últimas décadas, afirmou que tais medidas ferem o direito internacional.
Autoridades americanas também mantêm um bloqueio às exportações de petróleo venezuelano para outras nações até que mudanças políticas sejam observadas em Caracas, conforme declaração de Marco Rubio à imprensa norte-americana.
O novo impasse geopolitico ocorre em meio a uma crise profunda no setor energético venezuelano — um país que detém vastas reservas petrolíferas, mas cuja produção caiu significativamente nas últimas décadas por falta de investimentos e sanções internacionais.
