EUA Intensificam Revogação de Vistos, Incluindo de Ministros do STF e Artistas

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A recente revogação do visto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pelos Estados Unidos gerou ampla repercussão no Brasil, mas o caso está longe de ser único. Sob a administração de Donald Trump, a política migratória americana tem adotado medidas mais rígidas, cancelando vistos de estudantes, músicos e figuras públicas com base em critérios de segurança nacional e interesses diplomáticos.

Entre os casos destacados está o da estudante indiana Ranjani Srinivasan, ex-mestranda em sociologia na Universidade de Columbia. Seu visto foi cassado após publicações nas redes sociais criticando violações de direitos humanos na guerra em Gaza. O Departamento de Segurança Interna dos EUA justificou a medida com base em um estatuto que permite revogações por “riscos à política externa”.

No cenário musical, o cantor mexicano Julión Álvarez teve sua entrada vetada em maio de 2025, resultando no cancelamento de um show no Texas. Embora o Departamento de Estado não tenha comentado oficialmente, Álvarez já enfrentou investigações por supostos laços com o narcotráfico, alegações que ele nega. Da mesma forma, a banda britânica Bob Vylan perdeu seus vistos após um festival no Reino Unido, onde o público entoou slogans contra militares israelenses, interpretados como contrários aos interesses americanos.

Outro episódio envolveu a banda mexicana Los Alegres del Barranco, que teve seus vistos de turismo revogados após projetar a imagem de um líder do narcotráfico durante um show em Jalisco. Além disso, centenas de estudantes internacionais foram afetados por cancelamentos de vistos devido a participações em protestos ou postagens online sobre questões políticas sensíveis.

A política de controle migratório de Trump reflete uma abordagem mais ampla de contenção de riscos diplomáticos, ampliando o poder do Departamento de Estado para vetar entradas com base em “interesses estratégicos”. As medidas têm gerado críticas por restringirem a liberdade de expressão e impactarem setores diversos, do acadêmico ao cultural.