Estados Unidos e Israel deflagraram, nas primeiras horas deste sábado (28), uma ofensiva conjunta contra o Irã. As primeiras detonações foram ouvidas em Teerã, capital iraniana, marcando uma escalada significativa na tensão já elevada no Oriente Médio.
A ação militar ocorre após semanas de tratativas diplomáticas entre Washington e Teerã, que buscavam estabelecer limites ao programa nuclear iraniano. As negociações, no entanto, não avançaram como esperado, ampliando o clima de incerteza na região.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou a operação como uma medida “preventiva”, com o objetivo de neutralizar riscos à segurança do país. Segundo autoridades, os Estados Unidos participam da ofensiva com ataques realizados por meios aéreos e navais, demonstrando coordenação estratégica entre os dois aliados.
Informações divulgadas por agências internacionais indicam que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi deslocado para um local considerado seguro. Relatos apontam que mísseis atingiram áreas próximas ao complexo presidencial e à residência oficial da liderança iraniana.
Diante da possibilidade de retaliação, Israel acionou sirenes de alerta em várias cidades, suspendeu aulas e recomendou restrições de circulação. O espaço aéreo israelense foi fechado para voos civis. No Catar, a embaixada dos Estados Unidos adotou medidas de segurança adicionais para seus funcionários. A ofensiva acontece em um contexto de reforço militar norte-americano na região, com o envio prévio de aeronaves e embarcações de guerra, numa tentativa de pressionar o Irã nas negociações sobre seu programa nuclear.
