
Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram o encerramento da greve que se arrastava desde 14 de abril. A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na noite de segunda-feira (8), marcando um novo capítulo nas negociações entre os alunos e a administração da universidade.
A votação terminou com 323 votos favoráveis ao fim da paralisação, contra 255 que defendiam a continuidade do movimento, além de abstenções. Apesar da decisão da assembleia geral, cada unidade da universidade ainda poderá realizar votações próprias para definir a retomada das atividades acadêmicas em seus respectivos cursos.
A greve, considerada uma das maiores mobilizações estudantis da USP nos últimos anos, teve como principais reivindicações melhorias nos programas de permanência estudantil, reajuste dos auxílios destinados a alunos em situação de vulnerabilidade, além de demandas relacionadas à moradia estudantil e aos restaurantes universitários.
Nos últimos dias, faculdades importantes da instituição, como Direito, Medicina e Escola Politécnica, já haviam aprovado o retorno às aulas, enfraquecendo gradualmente o movimento grevista. Antes da assembleia geral, levantamento da reitoria apontava que parte significativa das unidades já operava normalmente.
Durante o período de paralisação também ocorreram manifestações, atos e ocupações em diferentes áreas da universidade, ampliando o debate sobre permanência estudantil, orçamento e infraestrutura dos campi.
Com a aprovação do indicativo de encerramento da greve, a expectativa é que as atividades acadêmicas sejam retomadas gradualmente nos próximos dias, conforme a deliberação de cada curso e unidade da USP.
