O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. Em declaração pública, Lula afirmou que os ataques representam uma violação grave do direito internacional e ultrapassam limites que, segundo ele, não podem ser aceitos pela comunidade internacional.
Para o presidente brasileiro, a ofensiva norte-americana fere a soberania de um país vizinho e cria um precedente perigoso, ao normalizar o uso da força como instrumento de política externa. Lula alertou que esse tipo de iniciativa tende a gerar instabilidade, ampliar conflitos e enfraquecer mecanismos multilaterais de diálogo e diplomacia.
A posição do presidente foi acompanhada por manifestações de lideranças da esquerda brasileira. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou a operação como a mais grave ação imperialista recente e afirmou que os Estados Unidos estariam motivados por interesses estratégicos, como o controle de recursos naturais, além de representar uma ameaça à América Latina.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) também se pronunciou, afirmando que os ataques atingiram áreas civis de Caracas e merecem repúdio imediato. Para ele, a ofensiva norte-americana segue um padrão de intervenções que exportam conflitos e desestabilização.
Na mesma linha, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, divulgou nota oficial da bancada petista condenando a ação militar e reforçando que a soberania venezuelana deve ser respeitada. O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o uso da força entre Estados é inaceitável e que conflitos internacionais devem ser resolvidos exclusivamente por meios diplomáticos.
As declarações reforçam a posição histórica da esquerda brasileira em defesa da autodeterminação dos povos e da solução pacífica de conflitos, em meio ao aumento da tensão política e militar na América Latina.
