Um esqueleto quase completo de Tiranossauro rex (T. rex) entrou para a história ao ser arrematado por US$ 50,1 milhões (cerca de R$ 255 milhões) em um leilão realizado nesta terça-feira (14), pela tradicional casa Sotheby’s, em Nova York, nos Estados Unidos. O valor representa o maior já pago por um fóssil em um leilão.
Conhecido pelo apelido de “Gus”, o dinossauro viveu há aproximadamente 67 milhões de anos, durante o período Cretáceo, pouco antes da extinção dos dinossauros. O exemplar possui 11,6 metros de comprimento e preserva 183 ossos fossilizados, o que o torna uma das descobertas mais completas já levadas ao mercado.
Os fósseis foram encontrados em um rancho no estado da Dakota do Sul, nos Estados Unidos, e passaram por um processo de escavação entre 2021 e 2023, seguido por um extenso trabalho de preparação e restauração.
O lance vencedor superou o recorde anterior, registrado em 2024, quando o esqueleto de um estegossauro foi vendido por US$ 44,6 milhões.
Apesar da impressionante venda, o leilão também reacendeu um debate entre paleontólogos e instituições científicas. Como a identidade do comprador não foi divulgada, especialistas demonstram preocupação com o destino do fóssil. O receio é que a peça passe a integrar uma coleção particular, limitando o acesso de pesquisadores e do público a um material considerado de grande importância científica.
O Tiranossauro rex é um dos dinossauros mais famosos do planeta. Considerado um dos maiores predadores terrestres que já existiram, ele habitou a América do Norte no final da Era dos Dinossauros e continua sendo objeto de pesquisas que ajudam a compreender a evolução, o comportamento e a extinção dessas espécies.
A venda milionária reforça o crescente interesse de colecionadores por fósseis raros, mas também amplia a discussão sobre a preservação do patrimônio paleontológico e a importância de manter exemplares históricos acessíveis para a ciência e para futuras gerações.
