Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, alcançaram um avanço promissor no combate ao Parkinson. Após mais de uma década de estudos, a equipe liderada pela Professora Kay Double conseguiu reverter sintomas motores da doença em camundongos ao tratar uma proteína cerebral defeituosa.
O estudo, publicado na revista Acta Neuropathologica Communications, investigou a proteína SOD1 — normalmente protetora no cérebro, mas que, em pessoas com Parkinson, passa a agir de forma anormal, formando aglomerados que danificam as células cerebrais.
A equipe identificou uma forma de modificar essa proteína utilizando um tratamento à base de cobre. O resultado foi surpreendente: todos os camundongos tratados apresentaram melhora significativa nas habilidades motoras.
“Mesmo esperando resultados positivos, o sucesso da intervenção superou nossas expectativas”, afirmou a Professora Double em nota oficial. A descoberta acende a esperança de que o tratamento possa, futuramente, ser adaptado para uso em humanos. O Parkinson é atualmente a segunda condição neurológica mais comum no mundo, atrás apenas da demência.
