Maior obra pública realizada em São Carlos no Século XXI, ela foi idealizada e projetada por especialistas da USP São Carlos; ex-presidente Eduardi Cotrim comemora a data.
Exatamente no dia 6 de junho de 2012, há exatamente 14 anos, era inaugurada a segunda etapa de obras da Estação de Tratamento de Esgoto de São Carlos, a ETE do Monjolinho. “Há 14 anos tive a imensa alegria de, como Presidente do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), coordenar a entrega da segunda etapa de obras da ETE (Estação1 de Tratamento de Esgoto) do Monjolinho, cuja inauguração também comandei em 1º de dezembro de 2008.
Até aquela data, São Carlos não tratava um litro sequer do seu esgoto doméstico.
Foi um grande feito. Saldamos ali a grande dívida ambiental de São Carlos. Viva o meio ambiente, respeitado e sustentável”, afirma Eduardo Cotrim, que era o presidente do SAAE na época e que teve papel decisivo tanto na construção quanto nas operações da ETE de São Carlos.
“Ainda hoje esta obra é considerada a maior obra pública da história de São Carlos em todo o Século XXI, que eu como presidente da autarquia de saneamento básico, juntamente com seus servidores tive a satisfação de ter dirigido”, ressalta Cotrim.
Cotrim destaca que a solenidade de inauguração, há quase 18 anos, contou com a presença da então senadora e ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva e de autoridades do Governo Federal, Governo Estadual e Governo Municipal, além de representantes de vários municípios da região.
Cotrim coordenou a obra e presidiu a inauguração ou start da Estação de Tratamento de Esgoto – ETE Monjolinho, localizada na estrada municipal Cônego Washington José Pêra, na Água Fria.
Ele ressalta que a grande e monumental obra, uma das mais modernas representou na época o resgate da dívida ambiental de São Carlos, já que a cidade, até aquela data não tratava um litro sequer do esgoto coletado. “Iniciou-se ali a superação da degradação ambiental que a nossa cidade e região sofriam há cerca de 150 anos”, destaca.
Cotrim constata que os nossos rios, principalmente Monjolinho, Tijuco Preto e Gregório eram totalmente poluídos, mortos, sem vida e, com a destinação final dos efluentes orgânicos domésticos para a ETE, a partir desta data passaram, lentamente, a se recuperar passando a respirar a ter vida. “Hoje, quase duas décadas depois, a água já está mais clara e em muitos locais os peixes já retornaram ainda que timidamente. A vida voltando, apesar das dificuldades em se conseguir levar todo o esgoto doméstico até a ETE”, comemora ele.
Na Capital da Tecnologia, ele também lembra que o projeto desta ETE foi desenvolvido por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) e é reconhecido nacionalmente como um dos melhores e mais avançados já implantados no pais.
A primeira etapa da Estação inaugurada nesta data passou a tratar cerca de 75% do esgoto coletado na sede do município, hoje trata mais de 90%. “
Foi um dia memorável e um marco histórico para a sustentabilidade. Nossos rios voltaram a respirar, a ter oxigênio, voltaram a viver, a ter fauna de novo, pois estavam totalmente mortos, lentamente estão se recuperando, apesar de ainda ter muito a fazer no saneamento de São Carlos”, diz o ex-presidente do SAAE.
“Estou muito feliz. Faz já quase 18 anos desta data. Muito há ainda por se fazer pelo saneamento, em São Carlos e no Brasil, mas essa foi obra mais esperada. Meus parabéns a todos que lutaram por isso, aos funcionários do SAAE, aos funcionários das empresas contratadas aos engenheiros e projetistas aos os técnicos da Federal e da USP em especial ao saudoso Professor Jose Roberto Campos cérebro do projeto e a empresa SEREK ao saudoso engenheiro Ventura”, conclui ele.
