Paralisação, iniciada em 10 de setembro, segue sem prazo definido para terminar; Saúde Caixa é um dos principais pontos de divergência
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro. A categoria rejeitou, em assembleias realizadas nesta segunda-feira (21), a nova proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a oferta.
Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Na proposta apresentada durante as negociações, a Caixa ofereceu elevar de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação do banco no custeio do plano a partir de 2027. Mesmo com a mudança, os trabalhadores mantiveram a rejeição à proposta.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a votação terminou com 59,3% dos participantes contrários à proposta. A entidade informou que, diante do resultado, a paralisação continuaria a partir desta terça-feira (22).
Em outras regiões, os resultados também apontaram pela continuidade do movimento. No Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, por exemplo, 56,67% dos participantes votaram contra a proposta, enquanto 41,03% foram favoráveis. A greve permanece nas 37 cidades que integram a base da entidade.
Negociações continuam
A paralisação ocorre durante as negociações para a renovação do acordo específico dos empregados da Caixa. As tratativas envolvem, além do plano de saúde, outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde o início da campanha nacional.
Com a rejeição da proposta, o comando de greve deverá definir os próximos passos do movimento e continuar as negociações com a direção da Caixa. A empresa vinha defendendo a manutenção do diálogo com as entidades representativas na tentativa de chegar a um acordo.
A greve teve início em 10 de setembro, depois que os empregados rejeitaram uma proposta anterior e aprovaram a paralisação nacional. Com a nova rejeição, o movimento segue sem prazo definido para encerramento.
Para os clientes, a paralisação pode afetar principalmente o atendimento presencial nas agências. A Caixa mantém canais digitais e eletrônicos para a realização de diversas operações, incluindo aplicativos, internet banking, terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes bancários, conforme informações divulgadas pelo banco.
