
Os brasileiros voltarão às urnas no dia 4 de outubro de 2026 para escolher os representantes que irão comandar o país e os estados pelos próximos anos. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador será realizado em 25 de outubro. Ao todo, mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.
Neste ano, o eleitor escolherá representantes para cinco cargos: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A principal novidade é que, diferentemente das eleições de 2022, cada eleitor deverá votar em dois candidatos ao Senado, já que dois terços das cadeiras da Casa estarão em disputa.
Todo o processo eleitoral é organizado e fiscalizado pela Justiça Eleitoral, composta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Para disputar um cargo eletivo, os candidatos precisam atender aos requisitos previstos na legislação, como possuir nacionalidade brasileira, estar em dia com as obrigações eleitorais, ser filiado a um partido político e ter sido escolhido em convenção partidária.
A eleição utiliza dois sistemas distintos. Para os cargos de presidente da República, governador e senador, vale o sistema majoritário, no qual vence quem obtiver a maior votação. No caso de presidente e governador, se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno entre os dois mais votados. Já para o Senado, serão eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal.
Já os cargos de deputado federal e deputado estadual seguem o sistema proporcional. Nesse modelo, o voto dado aos candidatos também fortalece o partido ou federação partidária, e a distribuição das cadeiras considera o desempenho das legendas, além da votação individual dos candidatos.
Os deputados federais representam a população na Câmara dos Deputados, em Brasília. Entre suas principais funções estão elaborar leis, fiscalizar o governo federal, votar o Orçamento da União e analisar propostas que impactam todo o país. São Paulo elegerá 70 deputados federais.
Os deputados estaduais atuam nas Assembleias Legislativas e são responsáveis por discutir e aprovar leis de competência dos estados, além de fiscalizar o governador e acompanhar a aplicação dos recursos públicos estaduais. Em São Paulo, serão escolhidos 94 parlamentares.
O Senado Federal terá renovação de 54 das 81 cadeiras. Cada estado continuará sendo representado por três senadores, mas, nesta eleição, o eleitor escolherá dois nomes. Os senadores analisam projetos aprovados pela Câmara, votam indicações para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e julgam autoridades em processos de impeachment previstos na Constituição.
Na reta final da votação, o eleitor escolherá o governador e o presidente da República. O governador é responsável pela administração do estado, conduzindo áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Já o presidente exerce a chefia do Poder Executivo federal, define políticas nacionais, representa o Brasil no exterior, nomeia ministros e conduz a administração do país.
A Justiça Eleitoral orienta que os eleitores acompanhem o calendário oficial, verifiquem sua situação eleitoral com antecedência e compareçam às urnas munidos de documento oficial com foto ou utilizando o aplicativo e-Título, quando disponível e regularizado. A expectativa é de mais uma eleição com votação totalmente eletrônica em todo o território nacional.
