O nosso departamento de jornalismo recebe diariamente reclamações de motoristas sobre um comportamento que virou rotina nas vias urbanas de São Carlos: condutores que permanecem na faixa da esquerda trafegando abaixo da velocidade da via e sem dar passagem.
O problema vai além da lentidão. Muitos motoristas, ao encontrarem a esquerda bloqueada, acabam realizando ultrapassagens pela direita, prática considerada perigosa e proibida em diversas situações pelo Código de Trânsito Brasileiro. É justamente nesse momento que ocorrem colisões, principalmente por conta do chamado “ponto cego”, quando o veículo ao lado não é visto pelo outro motorista.
O artigo 29 do CTB determina que a circulação deve ocorrer preferencialmente pela direita, ficando a faixa da esquerda destinada a ultrapassagens e deslocamentos específicos. Já o artigo 198 prevê infração para quem deixa de dar passagem ao veículo que deseja ultrapassar.
Outra reclamação constante enviada ao nosso WhatsApp envolve o uso incorreto da seta. Há motoristas que simplesmente mudam de faixa sem sinalizar. Outros conseguem piorar: acionam a seta para um lado e viram para o outro.
Pode parecer detalhe, mas não é. A seta funciona como comunicação no trânsito. Sem ela, o motorista ao redor perde a capacidade de prever a manobra, aumentando o risco de acidentes.
O artigo 196 do Código de Trânsito Brasileiro considera infração grave deixar de indicar a manobra pretendida por meio da seta ou gesto regulamentar.
Especialistas reforçam que trânsito seguro depende menos de buzina e mais de consciência coletiva. Respeitar a faixa, usar corretamente a sinalização e dirigir com atenção ainda continuam sendo atitudes simples, mas que salvam vidas.
Temas como uso de celular ao volante, estacionamento irregular e semáforos intermitentes serão abordados em futuras reportagens do nosso jornalismo, já que também lideram as reclamações enviadas por motoristas da região.
