Doce de leite é um bom pré-treino? Saiba toda a verdade

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Doce de leite é um bom pré-treino? Saiba toda a verdade

Nos últimos tempos, o doce de leite ganhou fama como uma das estratégias de pré-treino mais populares. Mas será que esse clássico reconfortante da culinária brasileira realmente é uma boa fonte de energia antes do treino?

Por ser rico em carboidratos simples, o doce de leite tem ação metabólica rápida e, em teoria, pode sim fornecer energia imediata para o corpo. Além disso, seu sabor agradável pode ajudar na adesão à rotina alimentar. Mas nem tudo são flores.

Esse tipo de carboidrato pode provocar picos de glicose e, em pessoas com sensibilidade à insulina, levar à chamada hipoglicemia reativa — quadro que pode causar tontura, enjoo e queda de rendimento durante a atividade física.

Outro ponto importante: o doce de leite contém gordura e lactose, o que pode ser um problema para quem tem intolerância ou costuma sentir desconfortos gastrointestinais com laticínios. E por ter absorção rápida, não é a melhor opção para treinos mais longos, como corridas ou sessões com mais de 45 minutos.

Apesar da popularidade, o ideal é compor o pré-treino com alimentos que combinem carboidratos complexos, fibras e até proteína. Um exemplo mais equilibrado seria uma tapioca com frango e, no final, uma pequena porção de doce de leite como sobremesa. Ou um pão integral com ovos mexidos e, em outra fatia, um toque do doce.

A verdade é que, na nutrição esportiva, tudo depende do contexto. Se o doce de leite aparecer de vez em quando, sem exageros, não precisa ser um vilão. Mas para estratégias personalizadas e de longo prazo, a orientação de um nutricionista é sempre o melhor caminho.