Se existe algo capaz de unir boa parte dos brasileiros, talvez seja reclamar da arbitragem futebolística. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto deste ano, colocou lado a lado instituições públicas, igrejas, bancos, redes sociais e até os juízes de futebol para descobrir em quem a população mais confia. E os árbitros não saíram bem na foto.
Segundo o levantamento, apenas 41% dos entrevistados disseram confiar nos juízes de futebol, enquanto 56% responderam que não confiam. É o menor índice de confiança entre todos os itens avaliados pela pesquisa.
Ou seja: quando o assunto é confiança, o homem do apito conseguiu ficar atrás até dos partidos políticos e das redes sociais, ambos com 44%. O Congresso Nacional registrou 49% e o STF, 50%.
Na outra ponta da tabela está uma presença relativamente nova na vida dos brasileiros. O Pix lidera com 80% de confiança, seguido pela Igreja Católica, com 76%, e pela Polícia Militar, com 75%. Militares e Forças Armadas aparecem com 70%.
A pesquisa reservou ainda outra comparação curiosa: 70% afirmaram confiar no próprio cônjuge ou companheiro. Os bancos chegaram a 67%, enquanto as urnas eletrônicas registraram 65%.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
