Aos oito meses de vida, Eva de Paula Riguetti carrega uma história que começou de forma extremamente delicada e hoje emociona pela superação. Nascida em Jerônimo Monteiro, a bebê veio ao mundo antes do tempo previsto, com apenas 27 semanas de gestação e pouco mais de meio quilo.
Desde os primeiros instantes, o cenário exigiu cuidados intensivos. Internada por quase três meses em uma unidade neonatal, Eva enfrentou um período crítico, acompanhado de perto pela família e pela equipe médica. As expectativas iniciais eram baixas, o que tornou cada pequena evolução ainda mais significativa.
Ao longo dos dias, entre procedimentos e acompanhamento constante, os pais passaram a lidar com uma realidade imprevisível. A mãe, Bruna, descreve esse período como um divisor de águas pessoal, marcado por momentos de fragilidade, mas também de fortalecimento emocional diante da luta da filha.
Com a recuperação gradual, a família decidiu transformar a experiência em um gesto simbólico. O batismo foi realizado no Santuário Nacional de Aparecida, em um momento que representou alívio após meses de tensão.
Durante a visita, um objeto simples, mas carregado de significado, foi deixado como forma de agradecimento: um acessório usado por Eva ainda na fase mais delicada da internação. O gesto marcou o encerramento de um período difícil e reforçou o sentimento de recomeço.
Hoje, Eva segue em desenvolvimento, com acompanhamento contínuo. A trajetória ainda exige atenção, mas já reflete uma mudança significativa em relação aos primeiros dias de vida — um caminho construído entre incertezas e avanços constantes.
