Dívida pública federal ultrapassa R$ 8,1 trilhões e sai da meta prevista para 2025

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A dívida pública federal ultrapassou a marca de R$ 8,1 trilhões em agosto, um avanço de 2,59% em relação a julho, quando estava em R$ 7,94 trilhões. Os números foram divulgados pelo Tesouro Nacional no relatório mensal da dívida.

O aumento foi impulsionado principalmente por uma emissão líquida de R$ 136,9 bilhões, somada à apropriação de juros que acrescentou outros R$ 76,8 bilhões ao estoque.

Com esse resultado, o endividamento do governo central passou a operar fora da faixa projetada pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, que previa valores entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões até o fim do ano.

Outro dado de destaque foi a redução do prazo médio da dívida, que caiu de 4,16 anos em julho para 4,09 anos em agosto. O indicador ainda se mantém dentro da meta estipulada pelo PAF, que varia de 3,8 a 4,2 anos.

Segundo o coordenador-geral de operações da dívida, Helano Borges Dias, o desempenho reflete a conjuntura internacional e doméstica. Ele destacou a queda dos juros nos Estados Unidos, promovida pelo Federal Reserve, e a manutenção da taxa Selic pelo Banco Central, fatores que mantêm o apetite dos investidores diante de ativos de risco.