A dívida pública federal do Brasil encerrou o ano de 2025 em R$ 8,635 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional na quarta-feira (28). O valor representa um aumento de aproximadamente 18% em relação ao estoque registrado no final de 2024, impulsionado principalmente pelo impacto dos juros e pela emissão de títulos públicos para financiar o orçamento do governo federal.
Esse crescimento foi influenciado pelo atual patamar elevado da taxa básica de juros (Selic), que pressionou os custos da dívida. Quanto maiores os juros, maior é a despesa do governo com o serviço da dívida — ou seja, com o pagamento de juros sobre os títulos emitidos no passado.
A maior parte dessa dívida é interna, representada por títulos emitidos no mercado doméstico, enquanto uma parcela menor corresponde à dívida externa. Em dezembro, a dívida interna somava cerca de R$ 8,309 trilhões, sendo responsável pela maior parte do endividamento federal.
Esse nível de endividamento está dentro do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro para 2025 — entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões — mas acima do que havia sido estimado no início do ano passado.
Segundo projeções divulgadas pelo Tesouro Nacional, a dívida pública federal pode continuar crescendo ao longo de 2026, chegando a algo entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final do ano, caso as condições atuais de juros e financiamento se mantenham.
