Uma ocorrência registrada nesta segunda-feira (12) mobilizou a Polícia Civil após um desentendimento no trânsito evoluir para agressão física em São Carlos. De acordo com o boletim de ocorrência, o fato teve início por volta das 16h45, quando uma mulher conduzia seu veículo pela Rua Walter de Camargo Schutzer.
No cruzamento com a Rua Durvalino Gonçalves da Silva, um veículo não identificado teria avançado o sinal de parada obrigatória, obrigando a motorista a reduzir bruscamente a velocidade para evitar uma colisão. Após seguir seu trajeto, a mulher relatou ter ouvido um barulho e, ao olhar pelo retrovisor, visualizou um motociclista caído ao solo.
A condutora desceu do carro para verificar se o motociclista necessitava de ajuda, momento em que ele passou a acusá-la, de forma alterada, de ter causado a queda. Segundo o relato, o homem exigiu que ela se responsabilizasse pelos prejuízos materiais, afirmando que realizaria orçamentos e que ela deveria arcar com os custos. A motorista negou qualquer responsabilidade, mas, diante da insistência, forneceu telefone e endereço antes de deixar o local.
Posteriormente, a motorista passou a receber mensagens do motociclista, que continuava a exigir o pagamento dos supostos danos. O caso foi relatado ao marido dela, que decidiu conversar pessoalmente com o envolvido, identificado como J. A.
J.A., compareceu à residência do casal e foi atendido pelo esposo da mulher. Durante a conversa, o motociclista apresentou um orçamento no valor de R$ 600, alegando que queria receber a quantia. O esposo discordou do valor e, segundo o registro policial, J.A., teria reagido de forma violenta, segurando-o pela camisa e desferindo socos em seu rosto. A vítima perdeu os sentidos, e o agressor deixou o local em seguida.
Durante o registro da ocorrência, após consulta ao sistema analítico, as partes reconheceram o motociclista como sendo J. B. A., apontado como autor das agressões. Foi requisitado exame de corpo de delito para vítima, que recebeu as devidas orientações quanto ao prazo legal de seis meses para eventual representação criminal.
O caso segue registrado para apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
