O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça-feira (29) o dissídio coletivo envolvendo a Caixa Econômica Federal e seus funcionários, que estão em greve nacional desde 10 de setembro. A sessão está prevista para começar às 14h30, em Brasília.
O caso chegou ao TST depois que as negociações entre o banco e os trabalhadores terminaram sem acordo. O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários. A Caixa pediu à Justiça que a greve seja considerada abusiva, enquanto a representação dos trabalhadores sustenta que a paralisação é legal e defende a preservação de direitos do acordo coletivo.
Durante o julgamento, uma nova tentativa de conciliação ainda pode acontecer. Se não houver entendimento, o TST poderá decidir sobre os pontos em disputa e estabelecer condições que deverão ser cumpridas pelas partes. O julgamento, portanto, pode ser decisivo para os próximos passos da greve, mas não significa que a paralisação terminará automaticamente nesta terça-feira.
Uma decisão provisória do TST já determinou a manutenção de 60% dos empregados em atividade em cada agência, presencialmente ou de forma remota, durante a paralisação.
E quem precisa usar a Caixa?
Para os clientes, a greve não suspende vencimentos de contas, boletos ou parcelas. A recomendação é utilizar alternativas como aplicativo da Caixa, internet banking, caixas eletrônicos e casas lotéricas para evitar atrasos.
Os benefícios sociais também continuam sendo pagos. Segundo a Caixa, os valores podem ser movimentados pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa, inclusive para Pix, pagamento de contas e compras.
Saques e depósitos também podem ser realizados nos terminais de autoatendimento. A recomendação do Procon-SP é evitar ajuda de desconhecidos durante a utilização dos caixas eletrônicos.
