As ações de bancos brasileiros sofreram forte desvalorização durante esta semana, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugerir punições a instituições financeiras que aplicarem sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. A Bolsa de Valores brasileira caiu 2,10%, fechando a 134.432 pontos, enquanto o dólar subiu 1,23%, cotado a R$ 5,50. O Banco do Brasil liderou as perdas, com queda de 6,02%, seguido por Santander (-4,87%), BTG (-3,48%), Bradesco (-3,42%) e Itaú (-3,04%), resultando em uma perda de R$ 41,3 bilhões no valor de mercado do setor.
A possibilidade de punições surgiu após reuniões entre ministros do STF e banqueiros, que não asseguraram a exclusão de Moraes de restrições financeiras no Brasil, impostas pelos EUA via Lei Magnitsky em julho de 2025, por supostas violações de direitos humanos. Dino, em decisão na segunda-feira, afirmou que ordens judiciais estrangeiras só valem no Brasil com aval do STF, aumentando a incerteza jurídica.
Especialistas apontam riscos. Rodrigo Marcatti, da Veedha Investimentos, destaca o dilema dos bancos entre cumprir ordens do STF e enfrentar penalidades internacionais. Pedro Moreira, da One Investimentos, alerta para impactos na participação dos bancos brasileiros no mercado global. O Banco do Brasil, responsável pelos salários dos ministros, afirmou cumprir legislações brasileira e internacional, enquanto Bradesco, Caixa e BTG optaram por não comentar. O mercado agora aguarda o simpósio do Federal Reserve, que pode influenciar o real com perspectivas de cortes de juros nos EUA.
